sexta-feira, 14 de maio de 2010

A UM JOVEM SOLDADO

Jovem.
Coroam-lhe as giestas os cabelos,
Generosas e loiras como fora.
Jaz no imenso campo
E é um grito
Que o vento,que o incensa,
Chora.

Morto.
Seu corpo liso e belo que vivera
Como as papoilas acres,dorme agora.
E seu olhar azul é uma estrela
Que a terra,que o sepulta,
Ignora.

De Ary dos Santos

Um comentário:

Vieira Calado disse...

Belo

simplesmente.

Saudações poéticas