sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

SONETO DA DESPEDIDA


Uma lua no céu apareceu

Cheia e branca;foi quando,emocionada

A mulher a meu lado estremeceu

E se entregou sem que eu dissesse nada.


Larguei-as pela jovem madrugada

Ambas cheias e brancas e sem véu

Perdida uma,a outra abandonada

Uma nua na terra,outra no céu.


Mas não partira delas;a mais louca

Apaixonou-me o pensamento;dei-o

Feliz - eu de amor pouco e vida pouca


Mas que tinha deixado em meu enleio

Um sorriso de carne em sua boca

Uma gota de leite no seu seio.



De Vinicius de Moraes

4 comentários:

moitacarrasco disse...

Drumond de Andrade, de novo.
Pode mandar mais. É bem-vindo sempre... Dum punhado de brasileiros, é dos melhores (talvez logo depois do Cabral Melo Neto e do Vinicius).

Anônimo disse...

Meu Deus! Que equivoco... Drumonnd nãooo, eis um Soneto de Vinicius de Moraes meu caro..

aminhapele disse...

Se calhar,estou enganado.
Nas fontes de que disponho,o soneto é de Drummond.
Se for de Vinicius,tudo bem.
Como se pode ver,aqui,também é um dos meus preferidos.
Mas,de seu a seu dono.
Vou tentar tirar isto a limpo e agradeço o reparo.

aminhapele disse...

Verificação feita.
É mesmo de Vinicius.
As minhas desculpas e agradeço a sua emenda.